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sexta-feira, 23 de outubro de 2026 Anuncie no portal
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Fotografia

Federal legal

Éramos sei, vindos de Colombo (Sri Lanka) indo para Dacca (Bangladesh). Desembarcamos num aeroporto abaixo da crítica. Precisávamos de visto a ser tirado na chegada. Nunca vi tanta zona na minha vida! Passageiros…

Por Renato Moreth

Éramos sei, vindos de Colombo (Sri Lanka) indo para Dacca (Bangladesh).

Desembarcamos num aeroporto abaixo da crítica.

Precisávamos de visto a ser tirado na chegada.

Nunca vi tanta zona na minha vida! Passageiros descalços, sujos, com turbantes imundos, barbas imensas e todo tipo de mala e embrulho sendo carregado.

Um filme de terror!

O idioma, então, era incompreensível! Fila pra todo lado. Até que do nada surgiu um sujeito dizendo ser "federal" e querendo ajudar. Opa! Nem tudo está perdido.

O terno dele parecia dos anos 70, dois números acima e uma "moderna" camisa laranja.

A gravata enorme, estilo Odorico Paraguaçu... E o bigode Don Carleone.

Pegou nossos passaportes (agora ferrou!). Achei que fôssemos passar o resto da vida acorrentados numa fábrica de roupas de grife, trabalhando como escravos.

O federal furou a fila e o povo do turbante só olhava, quieto.

Pagamos o visto. Outra fila furada, desta vez para carimbos e finalmente a fila para entrar em Bangladesh.

Então o "federal" juntou os dedinhos e disse: tip tip!

Ou seja, cadê minha gorjeta?

Meu amigo Myrtharistides esqueceu o inglês, as meninas não falavam mesmo, o americano boiou e sobrou pra mim. Dei 10 dólares para o sujeito.

Ele nos colocou na frente da fila de entrada.

Me senti mega mal com a atitude do federal nada legal.

Renato Moreth

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